terça-feira, 25 de novembro de 2014

Um app desejo

Se eu pudesse pedir algo tecnológico, uma nova invenção, assim, revolucionária, seria um app que registrasse todos os textos que minha mente cria. Sem pudores. Sem editar. Tudo ali, ipsis litteris. Com as opções editar mais tarde ou publica logo que hoje quero rasgar o verbo.

Mas a preguiça me consome. A memória me contradiz. E meu estado de espírito é como montanha russa. Fatores esses que me fazem cada dia mais criar muito, mas praticar nada. Cabeça em constante, e muitas vezes irritante, ebulição.

Talvez me falte vergonha na cara. Sim, porque a preguiça é um dos pecados capitais que mais me envergonho em ter tão arraigado. É como se fossemos uma só, está na minha essência. Luto para evitar, mas ah... deixa quieto! Depois resolvo isso. Sempre o depois.

A memória já é algo complicado... Venho percebendo que após os 30 ela me trai, ela me abandona. Às vezes noto que cheiros e músicas são peças fundamentais para ela acordar,  e não ser assim tão descaradamente traíra. Mas ela me falha, me deixa na mão, ainda que eu tente exercitá-la.

E eu sou assim, variável, inconstante, um x difícil de decifrar. Já nem tento mais, pois aprendi a conviver comigo e com as várias de mim. Arrisco dizer que vejo até um certo charme nessa oscilação toda. Mas as pessoas podem não entender muito bem tanta alteração.

Talvez se tivesse o tal app, eu conseguisse me entender melhor, e assim criar algo de útil. Me fazer ser entendida pelas pessoas. Mas enquanto isso é sonho, eu deixo pra lá, até porque já me esqueci o motivo desse blablabla todo....


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