sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Eu poderia...

Eu poderia falar sobre a Black Friday.
Ou sobre a morte do Chaves.
Ainda poderia ficar aqui dissertando sobre as diqueiras fitness.
Talvez sobre a demora dos correios para entregar alguma coisa que estamos ansiosos.
Também teria pano pra manga falar sobre a seca no Sudeste.
A insanidade de alguns ao cortar árvores para pavimentar praças.
Seriam muitos caracteres se o assunto fosse planilhas.
Poderia enrolar ao falar sobre a Petrobrás.
Discutir sobre os haters que disseminam ódio pelos comentários das páginas do Facebook.
Lembrar o saudoso Orkut. Ou ainda a época da internet discada, que só podia usar depois da meia noite.
Comentar sobre a novela do comendador.
Reclamar que o The Voice não é tão bacana quanto o gringo, isso mesmo sem assistir (típico de muitos!).
Divagar sobre o fim do ano.
Reclamar ou comemorar que 2014 já acabou e passou rápido.
E que logo chega dia 31 e... Sabe-se lá o que será de nós ano que vem.
Mas não, eu só queria falar pela última vez: A SÃO SILVESTRE NÃO É UMA MARATONA!

Estamos entendidos?!

Não sei de quem é a foto, mas obrigada por registrar essa imagem! :)

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Promessas

Mundos e fundos são prometidos diariamente. E geralmente promessas estão relacionadas a um estado de espírito esperançoso. 
Basta achar que está tudo lindo, azul e brilhante que choooovem promessas. Um caminhão de promessas é despejado a cada segundo, das mais sérias as mais descabidas.

Não há problemas em prometer, desde que se cumpra. É simples! Matemática de continha da tia Terezinha:

Prometer + Cumprir = bom menino
Prometer – Cumprir = perdeu pontinhos 

A quantidade dos pontinhos perdidos e a gravidade são diretamente proporcionais ao tipo de promessa somadas as expectativas. 
Coisa simples!

Está cada dia mais fácil faltar com a palavra e tudo bem! É assim mesmo. Desculpinhas do tipo “ah! Eu ando tão ocupado” ou “Aff! Essa memória me mata!” são cada vez mais corriqueiras. Mas cadê compromisso com a palavra, cacete?!
Geralmente a promessa é bilateral, ou seja, ela é feita a alguém. Que normalmente, conta com o cumprimento da mesma. 
Vomitar promessas aos quatro ventos, a torta e a direita como se tudo fosse fácil de cumprir, é fácil! Qualquer um pode fazer!
Prometem asneiras, e nem assim as cumprem!

Vejo uma estreita semelhança com o papo de pingão. Tu enche a lata e no dia seguinte usa a ressaca moral e a amnésia alcoolica como álibi para por panos quentes em promessas não cumpridas. E acha que assim fica tudo bem, tudo esquecido e perdoado. 

Uma dica: a minha memória pode ser uma lástima, masdas promessas bem feitas e mal cumpridas eu não me esqueço.

Obs: ninguém me prometeu nada e não cumpriu. Só uma abstração mesmo! =)

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Um app desejo

Se eu pudesse pedir algo tecnológico, uma nova invenção, assim, revolucionária, seria um app que registrasse todos os textos que minha mente cria. Sem pudores. Sem editar. Tudo ali, ipsis litteris. Com as opções editar mais tarde ou publica logo que hoje quero rasgar o verbo.

Mas a preguiça me consome. A memória me contradiz. E meu estado de espírito é como montanha russa. Fatores esses que me fazem cada dia mais criar muito, mas praticar nada. Cabeça em constante, e muitas vezes irritante, ebulição.

Talvez me falte vergonha na cara. Sim, porque a preguiça é um dos pecados capitais que mais me envergonho em ter tão arraigado. É como se fossemos uma só, está na minha essência. Luto para evitar, mas ah... deixa quieto! Depois resolvo isso. Sempre o depois.

A memória já é algo complicado... Venho percebendo que após os 30 ela me trai, ela me abandona. Às vezes noto que cheiros e músicas são peças fundamentais para ela acordar,  e não ser assim tão descaradamente traíra. Mas ela me falha, me deixa na mão, ainda que eu tente exercitá-la.

E eu sou assim, variável, inconstante, um x difícil de decifrar. Já nem tento mais, pois aprendi a conviver comigo e com as várias de mim. Arrisco dizer que vejo até um certo charme nessa oscilação toda. Mas as pessoas podem não entender muito bem tanta alteração.

Talvez se tivesse o tal app, eu conseguisse me entender melhor, e assim criar algo de útil. Me fazer ser entendida pelas pessoas. Mas enquanto isso é sonho, eu deixo pra lá, até porque já me esqueci o motivo desse blablabla todo....